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Companhia Teatral Pé no Palco, do Colégio do Carmo, comemora 10 anos de histórias

Arte funciona como ferramenta de desenvolvimento para alunos a partir do 6º ano do Ensino Fundamental II

 

A vontade de apresentar espetáculos em festivais de teatro na região transformou o curso livre de teatro do Colégio do Carmo, em Santos (SP), na Companhia Teatral Pé no Palco, que neste ano completa dez anos de existência e funciona como uma ferramenta para desenvolvimento de alunos a partir do 6º ano do Ensino Fundamental II. A influência das aulas, que na década de 1990 faziam parte da grade curricular obrigatória do colégio, levou a então estudante Deia Oliveira, hoje idealizadora e professora da Companhia, a escolher o teatro como profissão e voltar anos mais tarde aos palcos onde tudo começou para ensinar adolescentes a arte de encenar.

 

Todas as sextas-feiras, durante três horas e meia, cerca de 30 estudantes, a maioria composta por meninas, se reúnem para trabalhar jogos teatrais, jogos de improviso, fazer exercícios de consciência corporal, expressão vocal, realizar leituras de texto e montar espetáculos apresentados anualmente no Festival de Teatro de Estudantes de Santos Paschoal Carlos Magno (Festes), no Festival de Cenas Teatrais de Santos (Fescete) e no teatro do Carmo no final do ano.

 

“Os motivos que levam os alunos a procurar o teatro são muitos, desde uma simples curiosidade até a vontade de perder a timidez e aprender a falar em público”, resume a professora.

 

Companhia Teatral Pé No Palco

 

Muito mais do que uma atividade, o teatro é uma poderosa ferramenta pedagógica. Durante a montagem das peças, os alunos mergulham em diversos universos, estudando o contexto histórico e social da época retratada em cada peça.

 

Durante os dez anos de montagens, já foram feitas releituras de Shakespeare, com “Romeu e Julieta” e Sonho de uma noite de verão”, e montagens mais atuais como a peça “O misterioso caso de Hannah Baker”, inspirada no livro “Os 13 porquês”, além dos espetáculos “64”, sobre a ditadura Militar e “Anne”, baseada no livro “O diário de Anne Frank”. O último espetáculo, montado em 2016, foi o clássico “O Pequeno Príncipe”, convidado pela 21ª edição do Fescete, em 2017, para ser apresentado em celebração aos dez anos de existência da Cia Pé no Palco. No final do ano, o grupo também fará uma comemoração especial sobre sua décima montagem, ainda em processo de pesquisa.

 

“Além de mim, outros três alunos viram no teatro uma profissão. Independente do objetivo, é uma arte que enriquece, ensina a se colocar no lugar do outro e a trabalhar a união e a cooperação entre as pessoas. O teatro transforma”, finaliza a professora Deia de Oliveira.